![]()
RIO - Como diria Jean Cocteau: "Não sabendo que era impossível, foi lá e fez". O poeta francês ficaria orgulhoso do plano da garotada do Partido Pirata revelado pelo site TorrentFreak . Para escapar das leis de direito autoral, a turma quer lançar no espaço um satélite para hospedar sites de P2P, transformando a troca de arquivos na internet em problema do direito aeroespacial.
Essa não foi a primeira ideia exótica do grupo. Em 2007, o Pirate Bay anunciou que pretendia comprar o Principado de Sealand, uma plataforma na costa da Inglaterra que declarou independência em 1967. (Saiba mais em ow.ly/2XVsO ). Logo concluíram que era caro demais.
A conversa sobre o satélite ganha corpo em fóruns online e parece estar sendo levada a sério. Primeiro, eles pensaram em usar um balão que carregasse os servidores do site.
"Pretendemos usar algum tipo de balão e mantê-lo no ar o maior tempo possível. Esperamos que isso irrite ao máximo as autoridades no maior número de países possível", escreveu o engenheiro sueco Erik Lönroth.
Alguns pareciam satisfeitos com a ideia do balão, mas alguém sugeriu que um satélite seria mais seguro. Para testar o equipamento, os revolucionários pretendem usar um navio de controle remoto em águas internacionais, longe da jurisdição dos Estados-Nação, mas vulnerável a piratas reais.
As questões financeiras são o obstáculo óbvio, mas os piratas precisarão superar outros problemas para levar a ideia a cabo. A manutenção dos equipamentos de um site hospedado na estratosfera não seria nada simples. E por fim, a empresa que fornecesse conexão e domínio para o site precisaria de um endereço fixo. Em que país ela ficaria? Hmm... Sealand...?
O plano parece lunático, mas vale lembrar que poucas comunidades são tão engajadas. E se eles não gostam de pagar por música, são capazes de generosas doações para manter online o seu amado Pirate Bay.
REPORTAGEM PUBLICADA NO DIGITAL O GLOBO
Nenhum comentário:
Postar um comentário